• "A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas". (Johann Goethe)

  • "Meus amigos, nunca digam que há plantas más ou homens maus. O que há são maus cultivadores." (Victor Hugo)

    Jantar de Gratidão ao senhor Cidemar Dutra

    Publicado por: Quinta das Plantas
    Macela: Trilha e Colheita

     

    No dia 6 de março o grupo Quinta das Plantas fez uma trilha em parceria com o IEATA (falarei mais sobre esse projeto no final do post) para colher marcela. Fizemos uma breve postagem no facebook mas como queríamos escrever um pouco mais sobre a marcela ou macela, a postagem aqui no blog acabou ficando para mais tarde.

    Macela (Achyrocline satureioides)

       Popularmente conhecida como Erva-dos-soldados, Camomila nacional, Marcela-do-campo, macela de travesseiro, carrapichinho-de-agulha, camomila nacional, a macela é amplamente utilizada na medicina natural como calmante caseiro. Pertence à família das asteraceae, tem formato de arbusto e dela surgem pequenas flores amareladas uma vez ao ano geralmente em locais quentes, e chega a atingir até 50 cm de altura. Originária da América do Sul, pode ser encontrada comumente em beiras de estrada, pastagens ou terrenos baldios devido à sua condição de planta naturalmente invasora.
       Na região sul do Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul há a tradição de colheita da macela na Sexta-Feira Santa, antes do sol nascer; pois acredita-se que a colheita nesse dia traga mais eficiência ao chá das flores. A planta é considerada um dos símbolos oficiais do Rio Grande do Sul. No Nordeste elas florescem em setembro e geralmente são indicadoras de solos acidificados e degradados.
       Na cosmética, a macela também atua como um bom clareador natural para os cabelos de tons castanho claro a louro, ainda que seja bem menos conhecida para essa finalidade que a camomila, a macela é o principal componente ativo de alguns shampoo para cabelos claros.
       As propriedades da macela incluem ação antiviral, antiespasmódica, antisséptica, anti-inflamatória, calmante, antialérgica, adstringente, relaxante, tônica, digestiva e expectorante. Tem sido utilizada ao longo do tempo para tratar principalmente problemas gástricos e digestivos, como dores de estômago, gastrite, e má digestão.

    Colheita da macela na trilha do Morro do Rapa  
       A erva deve ser selecionada de forma correta para que obtenha eficácia terapêutica por completo. Devem-se observar fatores como higiene, se o local em que a marcela foi cultivada vem a ser adequado e longe de quaisquer poluições prejudiciais as propriedades naturais da planta (cuidado com as colheitas em beiras de estrada!) e se a mesma foi mantida guardada em condições favoráveis (cuidado com fungos!). Outro cuidado que se deve tomar é na hora do preparo do chá. Seus nutrientes podem perder a legitimidade devido ao manuseio incorreto e não for resguardada da exposição à luz.


    Preparo: Deve-se realizar a infusão de 10g de flores da marcela em um recipiente com um litro de água ou o equivalente a 3 flores para uma xícara de água. É recomendado consumir de 2 a 3 xícaras ao dia após as principais refeições. É importante não ultrapassar estas recomendações, pois em excesso o chá de macela pode se tornar hepatotóxico (causar danos ao fígado).
    Hipertensos, diabéticos e lactantes não devem fazer uso de qualquer chá sem orientação médica.

       Atualmente, a macela é uma das 71 plantas que fazem parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de interesse do SUS (Renisus), portanto, utilizada nas unidades de saúde de alguns municípios, mas por falta do cultivo, a planta está cada vez mais rara. Uma pesquisa feita por um grupo de professores da UFRGS divulgada no livro Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul aponta a tradição de colher a popular marcela na Sexta-feira Santa como uma das principais causas da provável extinção, pois a planta é apanhada justamente no período da floração e o ciclo natural é interrompido. Os pesquisadores sugerem que o problema poderia ser resolvido com a criação de áreas de plantio.
    Como descrito no início desse texto, a macela é expontânea, invasora e se propaga em pastagens, campos, terrenos baldios, quando há uma diminuição destes espaços e não são criados outros para que a planta possa se reproduzir, certamente haverá redução e mesmo perigo de extinção da espécie.

    O grupo Quinta das Plantas percorreu a trilha Morro do Rapa ou Caminho do Rei. A trilha, que fica na Praia Brava, foi escolhida em função do nível de facilidade para que o maior número de pessoas pudesse participar. Para que tanto o passeio quanto a colheita da macela não causasse nenhum dano ao meio ambiente, contamos com a supervisão da bióloga e educadora ambiental Mariléia Sauer, diretora executiva do IEATA – Instituto de Estudos Ambientais Trilheiros de Atitude , que desde 2012 luta pela conservação e preservação dos fragmentos de Mata Atlântica que restam em Florianópolis. Você pode saber mais sobre as atividades do IEATA e como colaborar com a sua causa no seguinte endereço: http://trilheirosdeatitude.blogspot.com.br/


    Fontes: www.beneficiosnaturais.com.br
    www.paginarural.com.br
    www.plantasquecuram.com.br

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    Quinta das Plantas 2017

       

           O Grupo Quinta das Plantas voltou a se reunir, com muitas novidades e mesma energia de sempre e você é nosso convidado mais que especial. Participe!

    O que: Reuniões do Quinta das Plantas

    Onde: Sede Social da AFFESC em Canasvieiras

    Quando: Todas as quintas-feiras das 14h às 16h.

     

     

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    Moringa oleifera

         Mais um dia normal no encontro do Quinta das Plantas da última quinta-feira: contato com as plantas, confraternização e aprendizado, e que aprendizado! Foi apresentada ao grupo essa plantinha que já é considerada por muitos como um verdadeiro milagre da natureza: A Moringa (Moringa oleifera) e sim, nós falaremos um pouquinho mais sobre ela nesta postagem! Antes como sempre algumas fotos do dia:

     

    Introdução sobre a Moringa oleifera

    Introdução à Moringa oleifera

     

      

        Material explicativo entregue ao grupo para estudos posteriores


                                      Paramos para observar a Moringa já existente na Associação

     

     

         E plantamos outra!

     MAS PORQUE ESSA ÁRVORE É CONSIDERADA TÃO ESPECIAL?

         A Moringa ( Moringa oleifera Lam), pertencente a família Moringaceae, é uma planta nativa da Índia e hoje encontra-se em várias áreas tropicais e subtropicais, como Filipinas, Camboja, América Central, América do Norte, América do Sul, África e ilhas do Caribe. Em 1950, a moringa foi introduzida no Brasil como planta ornamental, e desde então tem sido difundida. É encontrada na região Nordeste, principalmente nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. É conhecida como lírio-branco, quiabo-de-quina ou moringa. Árvore de rápido crescimento, quando adulta o tamanho varia de 5 a 10 metros de altura. Esta árvore possui capacidade de crescer em terras quentes e secas, e solos pobres em nutrientes.
         Na medicina indiana, há relatos de propriedades medicinais atribuídas para várias partes da árvore. ANWAR e colaboradores (2007) descrevem o uso medicinal da folha da moringa como: purgativo, analgésico, anti-inflamatório e o suco da folha de moringa é utilizado com finalidade de controlar os níveis de glicose.
         As folhas de moringas in natura têm sabor agradável, podem ser consumidas cozidas em: sopas, bolos, pães e guisados. A vagem pode ser usada verde e fresca, e quando cozidas tem sabor parecido com ervilhas. As sementes podem ser torradas ou cozidas com sal.
         Suas folhas são consideradas um “superalimento”, pois os cientistas descobriram que contêm o cálcio de quatro copos de leite, a vitamina C de sete laranjas, potássio de três bananas, três vezes mais ferro do que o espinafre, quatro vezes mais vitamina A do que uma cenoura e o dobro da proteína do leite. Combate a desnutrição e o pó das folhas ajuda a cicatrizar úlceras na pele: uma colher de chá de pó de folha de moringa previne doenças e infecções e estimula o desenvolvimento intelectual.
         Suas sementes por possuírem uma propriedade especial podem ser usadas para purificar a água de zonas rurais, onde é difícil encontrar reservas potáveis: são efetivas em 98% na redução de impurezas e micróbios da água contaminada.
    É utilizada na antiga medicina hindu, a Ayurveda, há séculos, e lhe atribuem a capacidade de prevenir cerca de 300 doenças.

     

    INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE O USO:


    ALIMENTAÇÃO HUMANA – Por suas propriedades alimentícias, pode ser utilizada em tratamentos de desnutrição, pois é rica em proteína, vitaminas e sais minerais. Também pode ser utilizada no combate à obesidade e ao colesterol elevado, substituindo com nutrição equivalente, mas com muito mais vitaminas e sais minerais, a carne e vários outros alimentos que engordam ou que são ricos em gorduras saturadas.
    ALIMENTAÇÃO ANIMAL – Pode, ainda, ser plantada como forrageira, para alimentar carneiros, cabritos, coelhos, galinhas caipiras, vacas leiteiras. Planta-se as sementes a cada 80 centímetros. Quando a planta atinge 80 centímetros de altura, corta-se os ponteiros. Após nova brotação, vão surgir vários brotos. Quando eles atingirem 30 centímetros, corta-se novamente todos os ponteiros, para que haja uma nova brotação. Assim a planta fica mais encorpada. Após essa segunda quebra de ponteiros, pode-se cortar os brotos e retirar as folhas para servir como alimento. Pela sua concentração de vitaminas e sais minerais, é um alimento nobre que ajuda a reduzir o custo da criação.
    USO MEDICINAL – Na África, com milhões de pessoas com o vírus HIV e AIDS, tem sido uma arma no combate aos efeitos debilitadores dessa doença, por ser rica em proteínas, vitaminas e sais minerais, assim como é poderosa arma contra a desnutrição crônica em muitas regiões daquele continente.
    Resultados positivos ocorreram no tratamento de prostatite, câncer da próstata, reumatismo, tumores, lúpus eritematoso, artrites e outras doenças auto-imunes, hipertensão arterial, hepatite, mobilidade gastrintestinal, vírus Epstein-Barr, epilepsia, fadiga crônica, males causados pelo tratamento de câncer, tratamento pré-natal, de glaucoma, de má nutrição de adultos e crianças, de redução da obesidade, cura de irritação gastro-intestinal, de dermatoses, de bronquites e de inflamações de mucosas em lactentes. As raízes são laxativas. A planta produz efeito renovador das células epiteliais, dos órgãos sexuais e do cérebro.
    Estudos demonstraram sua eficiência em dezenas de doenças: é anti-diarréica, anti-inflamatória, anti-microbiana, anti-espasmódica, anti-diabética, diurética, vermífuga (flores e sementes).

     


    • O apoio da ONU/UNICEF ocorre em campanhas para o seu plantio e uso. No Senegal foi instalada uma indústria para extração de produtos, com compromisso de compra das sementes, preço em dólar. A campanha resultou no plantio de oito milhões de arvores, em algumas semanas.

     

    COMO USAR A MORINGA PARA PURIFICAR A ÁGUA 

     

    1 – Lave bem as mãos, limpando com cuidado as unhas (isso é muito importante para evitar a transmissão de bactérias e doenças).
    2 – Separe três sementes de moringa para cada litro d’água que você deseja purificar.Para uma lata grande de vinte litros d’água, use sessenta sementes de moringa.
    3 – Retire as cascas das sementes, uma por uma, e coloque o miolo em um pilão e amasse todas. É importante que o miolo das sementes sejam bem amassadas como se faz com o tempero da comida.
    4 – Jogue o conteúdo do pilão na água que você quer purificar e mexa lentamente o líquido durante 5 minutos. É nesse instante que a moringa começa a purificar a sua água.
    5 – Cubra a lata e espere durante duas horas até que a água fique bem limpa e todo o barro e a sujeira vá para o fundo da lata. Você vai ver como toda a sujeira desce para o fundo da lata.
    6- Bem devagar, retire com um caneco, a água limpa que fica em cima e coloque em um pote ou jarra. A água está pronta para ser usada na cozinha ou mesmo para beber.

     

    FONTES: RANGEL. M.S.A. Moringa oleifera; uma planta de uso múltiplo.Aracaju: Embrapa Tabuleiros Costeiros. 1999. 41p.
    (Embrapa-CPATC. Circular Tecnica, 9).
    https://terragaia.wordpress.com/2012/01/30/a-arvore-milagrosa-fotos/
    http://www.granjaparaiso.com.br)

    Vídeo recomendado: https://www.youtube.com/watch?v=JCQNEaWP8dA 

     

     

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    Oficina de Bioconstrução

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